Club de
Erechim-Boa Vista

Projeto Brasil Sem Frestas

Postado em: 08 de Setembro de 2022 por Rotary Club de Erechim-Boa Vista

Projeto Brasil sem Frestas

No dia 08/09/2022, o Rotary Boa Vista recebeu a visita da Assistente Social da Prefeitura de Erechim, Carla Zitzke Alba e do seu esposo Nelson Alba.  Ambos são voluntários no Projeto Brasil Sem Frestas, o qual trabalha na forração de casas, utilizando caixas de leite tetra pak (higienizadas, cortadas e grampeadas formando placas de 1m quadrado.)  O projeto Brasil sem Frestas nasceu em setembro de 2009, em Passo Fundo no Rio Grande do Sul, a partir de uma preocupação da química Maria Luisa Camozzato. Em uma noite chuvosa e de muita tempestade, Maria Luisa preocupou-se com a situação das famílias em vulnerabilidade social. Em Passo Fundo, assim como em diversas outras cidades, inúmeras famílias não possuem condições nem mesmo de comprar a cesta básica para se alimentarem, que dirá comprar material para reformarem suas casas. Até então, essas famílias dependiam do poder público e de doações da comunidade para tornarem seus lares mais confortáveis.

Maria Luísa se deu conta do risco que essas famílias corriam: frio e  umidade. Naquela noite o sono da química foi substituído pela preocupação em encontrar uma solução a curto prazo que mudasse a realidade dessas pessoas. Logo encontrou a solução: conhecedora do efeito de isolante térmico das embalagens tetra pak, achou nas embalagens a possibilidade de melhorar a condição de moradia de pessoas que têm suas casas forradas de frestas e buracos. 

A solução já tinha sido encontrada, porém sozinha, Maria Luísa, sabia que não daria conta. Era preciso de pessoas que a ajudassem a arrecadar as caixas, cortar, colar e aplicar. Um grupo foi montado com a participação de voluntários que se engajaram na ideia da química e partiram para os primeiros testes. Estava criado, e já batizado, o "Brasil sem Frestas"

O grupo do “Brasil sem frestas” faz o trabalho de confecção e aplicação das chapas térmicas de caixas de leite com três objetivos: melhorar a saúde pública, retirar do meio ambiente um produto de alta durabilidade e fazer reciclagem direta. E a principal meta é levar saúde para as pessoas por meio do aumento do conforto térmico. O projeto visa ao conforto, pois reveste termicamente as paredes com frestas, para evitar a entrada de frio, chuva e calor.

Os relatos da Assistente Social foram  muito importantes, pois o Clube, o Interact e o Grupo de Escoteiros Tupinambás estão imbuídos na arrecadação de caixas, na montagem das placas para a posterior forração de casas em situação de vulnerabilidade. 

Segundo Carla, o maior empecilho é o voluntariado para a parte prática de instalação nas casas.  Trabalho que exige mão de obra, força, disponibilidade de tempo, resiliência, empatia.  Um desafio hoje para a sociedade.

Sem dúvida, um trabalho que merece atenção e seguirá como um projeto permanente. 

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